sexta-feira, 17 de Julho de 2009
sexta-feira, 10 de Julho de 2009
O filme perfeito que espero nunca realizar.
Acabámos. Todo este tempo por água abaixo. Todos os sorrisos, os choros, as discussões, os entendimentos, os beijos, a ligação... Acabou tudo. Não aguento, dói demais. O meu dia-a-dia desvaneceu. Para que ia acordar todos os dias apressada para me arranjar? Para que queria sequer o meu telemóvel? De que me servia o anel que tenho? Tudo se reduzia a nada. Nada. Desmoronou tudo, a minha vida, os meus sorrisos, os apertos na barriga. Estou assim durante horas, dias, semanas... E sem ti. Não aguento mais. A sensação de não saber onde estás, não te poder tocar, ter que desviar o olhar cada vez que te vejo quando vou sair, fingir que nunca me foste nada, que nunca fizemos amor, que nunca acendemos nenhuma vela nem que nunca houve pétalas na cama... Imagino-me a ir propositadamente para o jardim em frente à tua casa, só para olhar para a janela do teu quarto e ali ficar, horas a fio, quieta... Um slide de todo este tempo a passar-me pela mente e que acabou em Tao poucos minutos. Não resisto... Tenho de te ver, saber como estás... Será que teve tanto impacto em ti como teve em mim? Tens alguém? Sentes vontade de estar comigo? Não aguento a incógnita e dirijo-me para a tua porta. Perguntas quem é, mas fico imóvel, parada... Eras tu... Estavas ali, tão perto, mas tão longe... Simplesmente espero que me abras a porta... Oiço o trinco a abrir devagar. Perco todos os sentidos que tenho, apenas me trabalha o pensamento, a saudade... Revivo tudo. Olhas para mim como se não quisesses acreditar... Sinto os teus nervos... Tudo era mutuo...
"Posso entrar?" Abres um pouco mais a porta e afastas-te. Dou-te um beijo na cara. Continuas com o mesmo cheiro... O mesmo perfume... Perguntas-me se quero tomar alguma coisa, mas sinceramente, não te consigo ouvir... Olho para as paredes, para cada canto da tua casa que conheço de cor e que tantas vezes atravessei... Senti aquele à vontade de ir directa ao teu quarto e sentar-me na tua cama, enquanto esperava que trancasses a porta. Mas não podia... As coisas mudaram.
"Entra." Vamos para o teu quarto. Não tiraste as velas ainda... Deixaste-as sempre lá, sempre que as quiséssemos acender. Sinto aquele renascimento de emoções ao olhar para a tua cama, o armário, aquela parede, aquela gaveta... Renasci. Sinto-me eu...
Pouso a carteira na cadeira da secretária, como sempre fiz. Fico a olhar pra ti durante uns segundos... A reviver-te... Estás igual... A mesma pessoa com que me apaixonei, os mesmo olhar, o mesmo cabelo, o mesmo jeito de estar...
"Porque vieste?" "Não sei...". Não quero perguntas, não quero explicações. Quero-nos a nós. Vêem-me as lágrimas aos olhos, mas não quero que me vejas assim, nunca mais. Passo por ti e vou em direcção à casa de banho. Fecho a porta com pressa... O que é que eu fiz? Acabou tudo, não há mais nada a fazer, nunca devia de ter vindo. Decidida em pedir-te desculpa e pegar na carteira, vou-me a dirigir ao quarto quando paro. E é aí que a lágrima corre... Consigo ouvir do teu quarto aquilo que queria ouvir de ti... Ligaste as colunas, passaste a musica... A nossa primeira musica... Fizemos amor pela primeira vez a ouvi-la... Estarreci, paralisei. Mas uma força qualquer puxava-me para a porta do teu quarto outra vez... Não aguentava mais. Rodei a maçaneta e vi-te a olhar pra mim, com aquele teu ar calmo. "Não aguento mais tar sem ti". Esqueço tudo e num momento sincronizado, da maior perfeição existente, beijamo.nos como loucos. Sentimo-nos, encostados à parede, com as mãos no pescoço um no outro, como se não quiséssemos fugir aquele momento, só existíamos nós os dois... Sem notar, deitamo-nos os dois na cama. A loucura, a saudade, a paixão tomaram conta de nós. cada peça de roupa que tiravamos um ao outro à força fazia-nos beijar cada pedaço do nosso corpo... Sentir-te o peito, o pescoço, a barriga... E senti-te por completo... Senti-te dentro de mim outra vez, um suspiro mutuo à medida que me penetras... É isto que eu mais quero.. Sentir a ligação que, afinal de contas, nunca perdemos, a química... Gemi como nunca o tinha feito... Eramos um. Dava os primeiros suspiros do auge de prazer enquanto me beijavas e me dizias "amo-te, vou-me vir..." e viemo-nos mutuamente, um abraço forte e sentido que nenhum dos dois reparou... Tu eras meu, eu era tua...
"Amo-te..."
"Também eu amor... Esperei todos os dias que subisses do jardim e viesses ter comigo..."
Sempre soubeste... Sempre soubemos...
Foi destinado, amor. Somos um, sempre.
Amo-te
terça-feira, 28 de Abril de 2009
"Não Há Coincidências"

Ando viciadíssima neste livro. Recomendo a toda a gente. Passo entao a citar uma parte do verso no livro (intelectualidade, ahn? ;D) : "Quando uma mulher não ama um homem, gosta de vários. Vera tem 35 anos, um caso mal resolvido com João, um namorado de circunstância chamado Tiago que embirra com sapatos de berloques, e Luís, um amante mais velho com quem passa bons momentos."
Ora, eu nao suporto a Margarida Rebelo Pinto, mas verdade seja dita que ela tem uma gama de livros espectaculares (disseram-me que é toda deste genero, logo deduzo). Fala de amizade, amor, sexo, indiferenças, confusoes e problemas de uma mulher apaixonada sabe-se lá por quem. Fiquei admirada com a linguagem deste livro, que é um bocadinho intensa para os picuinhas e betinhas que nunca disseram as palavras puta, caralho, piça, etc.
Post diferente, mas adorei o raio do livro e é um pouco adaptavel ao meu blog, erotismo e amor nao falta (: a única diferença é que sei o que quero e com quem quero estar <3
Boa semana <3
sábado, 18 de Abril de 2009
Amo-te.
sábado, 14 de Março de 2009
"Vamos amor?"
domingo, 25 de Janeiro de 2009
Amanha..
Vou directa para o teu quarto e fecho a porta. Vou arruma-lo, fazer a cama e ligar o PC entretanto. Vou tirar as velinhas da mochila que levei e espalha-las pelo quarto, acendendo-as, uma a uma. Vou tirar as pétalas às rosas que comprei pelo caminho e espalha-las na cama. Vou baixar a persiana e dirigir-me ao PC para preparar a música ambiente, mas não vou liga-la já, tenho medo que a oiças da sala.
Vou pegar na mochila e dirigir-me à casa de banho. Vou despir-me e vestir aquilo que sei que te vai deixar louco… umas meias de ligas, pretas e um soutien. Vou calçar as botas pretas de tacão, para te surpreender. Vou dar um jeito à maquilhagem e ao cabelo que alisei no dia anterior, como tu gostas.
Vou-me dirigir ao teu quarto novamente e mandar-te uma mensagem. “Anda ter comigo…” Quando ouvir a porta da sala a abrir, vou por a música a dar.
Vais abrir a porta do quarto e ver-me ao pé da secretária à tua espera, a olhar pra ti… Vou-me aproximar e sussurrar-te ao ouvido “surpresa…” e vou-te beijar como nunca o fiz. Vou-te beijar como se fosse a última vez que o fizesse. Vou-te beijar como se fosse a última vez que o fizesse. Vou sentir a química, a paixão que sinto por ti naqueles momentos… Vou ser meiga, pôr-te a mão no pescoço e entregar-me a ti completamente. Vou fazer tudo ao ritmo da música. Vou-te dar as mãos e puxar-te para a cama e vamo-nos deitar, abraçados, a beijarmo-nos, num momento só nosso, pelo tempo que nos apetecer... Vou deixar que me percorras o corpo com as tuas mãos, deixar-te apreciar o meu corpo, que sintas o meu perfume, o quanto te amo resumido a um acto intenso de paixão, de loucura… Da minha necessidade de satisfazer os teus desejos, fazendo de mim tua escrava e obedecer a tudo que queres. Vou-me levantar e desapertar as ligas de costas voltadas pra ti dizer “levanta-te e dá-me as mãos…”. Vou afastar o cabelo para o lado propositadamente para me beijares o pescoço enquanto conduzo as tuas mãos para a minha cona molhada e é aí que vais ter uma surpresa, amor. Vais senti-la macia e suave, como sempre quiseste e vou sorrir pra ti, marota, com a certeza de que vais fazer o mesmo. Vou deixar as minhas cuecas deslizarem pelas minhas pernas e deitar-me na cama e deixar que me lambas os biquinhos das mamas, tesos e com gula de ti. Tenho a certeza que a tua mão vai escorregar até à minha coninha, assim como a tua língua. Mas não vai tardar até que sinta o teu caralho a pulsar, quente, duro, dentro de mim. A partir daí… Sou tua.
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